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Dra. Melina Vaz Sarmento – Ginecologista e Obstetra em Capão Da Canoa – RS

endometriose

A endometriose é uma doença ginecológica crônica e inflamatória que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, podendo comprometer a qualidade de vida, a fertilidade e o bem-estar físico e emocional. 

Embora seja frequentemente associada à dor intensa, a endometriose é uma condição complexa, sistêmica e multifatorial, que exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.

Porque escolher a Dra. Melina Vaz Sarmento como a sua médica ginecologista?

Dra Melina Vaz Sarmento

O manejo adequado da endometriose, conduzido por profissionais experientes como a ginecologista e obstetra Dra Melina Vaz Sarmento, que atende em Capão da Canoa e região, permite reduzir sintomas, preservar a fertilidade e melhorar significativamente a qualidade de vida da paciente. 

Seu grande diferencial vai além do currículo: é a forma de enxergar a mulher como um todo. Com especializações em Sexologia Clínica, Fertilidade e Terapia de Reposição Hormonal na Menopausa, atua com uma abordagem integrativa e funcional — personalizada, estratégica e baseada em evidências, a Dra. Melina une uma experiência sólida com uma visão moderna do cuidado feminino.

Cuidar da saúde feminina com profundidade, leveza e autonomia — porque viver bem não é detalhe, é prioridade. Ao unir experiência, formação especializada e visão contemporânea da saúde feminina, oferece um atendimento que vai além da consulta: promove acolhimento, orientação segura e estratégias personalizadas para que cada mulher viva sua melhor fase com equilíbrio e confiança.

O que é endometriose

endometriose causas

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio — que normalmente reveste o interior do útero — cresce fora dele, podendo se implantar em:

  • ovários
  • trompas
  • bexiga
  • intestino
  • ligamentos pélvicos
  • peritônio
  • raramente em órgãos distantes

Esse tecido responde aos hormônios do ciclo menstrual, causando inflamação crônica, dor e formação de aderências.

Por que a endometriose causa dor

O tecido endometriótico sofre estímulo hormonal e sangra durante o ciclo menstrual, mas, por estar fora do útero, o sangue não tem como ser eliminado adequadamente. Isso gera:

  • inflamação persistente
  • irritação de nervos pélvicos
  • formação de fibrose
  • aderências entre órgãos
  • alterações na anatomia pélvica

Essa resposta inflamatória explica por que a dor da endometriose pode ser progressiva e incapacitante.

Principais sintomas da endometriose

Nem todas as mulheres apresentam sintomas, o que torna o diagnóstico um desafio. Sintomas mais frequentes

  • cólica menstrual intensa e progressiva
  • dor pélvica crônica
  • dor durante a relação sexual
  • dor para evacuar ou urinar durante o ciclo
  • sangramento menstrual intenso
  • distensão abdominal
  • fadiga
  • dificuldade para engravidar

A intensidade da dor nem sempre corresponde à extensão da doença.

Classificação da Endometriose por estágios (ASRM)

A classificação mais utilizada internacionalmente é a proposta pela American Society for Reproductive Medicine (ASRM), que categoriza a doença conforme a extensão, profundidade das lesões e presença de aderências:

  • Estágio I (mínima): implantes superficiais isolados, sem aderências significativas
  • Estágio II (leve): maior número de lesões, ainda superficiais, com mínima inflamação
  • Estágio III (moderada): presença de endometriomas ovarianos e aderências mais evidentes
  • Estágio IV (grave): doença extensa, com múltiplos focos profundos, aderências densas e comprometimento anatômico importante

É importante destacar que a intensidade dos sintomas nem sempre se correlaciona com o estágio da doença.

Fatores de risco para desenvolvimento da doença

útero endometriose

Diversos fatores estão associados a maior risco de desenvolvimento da endometriose:

  • menarca precoce
  • ciclos menstruais curtos
  • fluxo menstrual intenso ou prolongado
  • histórico familiar em parentes de primeiro grau
  • nuliparidade
  • alterações hormonais (hiperestrogenismo)
  • baixo índice de massa corporal (em alguns perfis)
  • malformações uterinas que dificultam o fluxo menstrual

A predisposição genética e alterações imunológicas também desempenham papel relevante na fisiopatologia.

Endometriose extrapélvica (manifestações fora da pelve)

Embora classicamente pélvica, a endometriose pode se manifestar em locais extra-pélvicos, caracterizando formas mais raras da doença:

  • Endometriose torácica: pode acometer pulmões e pleura, levando a dor torácica cíclica e, em casos raros, pneumotórax catamenial
  • Diafragma: dor referida no ombro direito associada ao ciclo menstrual
  • Trato gastrointestinal alto: manifestações menos comuns
  • Cicatrizes cirúrgicas: principalmente após cesarianas

Essas formas reforçam o caráter sistêmico e multifatorial da doença.

Biomarcadores e exames laboratoriais complementares

Até o momento, não há biomarcador isolado com alta acurácia diagnóstica para endometriose. No entanto, alguns exames podem auxiliar na investigação:

  • CA-125: marcador inespecífico, pode estar elevado, especialmente em casos avançados
  • marcadores inflamatórios (em estudo)
  • pesquisas envolvendo microRNAs e perfis moleculares (em desenvolvimento)

Atualmente, o diagnóstico é predominantemente clínico e por imagem, com confirmação cirúrgica quando necessário.

Endometriose e infertilidade

A endometriose está presente em cerca de 30% a 50% das mulheres com infertilidade. Ela pode interferir na fertilidade por vários mecanismos:

  • inflamação do ambiente pélvico
  • alteração da qualidade dos óvulos
  • obstrução tubária
  • distorção anatômica
  • prejuízo da implantação embrionária

Estudos mostram que a inflamação gerada pela endometriose pode alterar a receptividade do endométrio, dificultando a gestação mesmo quando há fertilização.

Causas da endometriose

A causa exata ainda não é completamente definida, mas existem teorias e fatores associados. Principais hipóteses:

  • menstruação retrógrada
  • predisposição genética
  • alterações imunológicas
  • fatores hormonais
  • inflamação sistêmica

Mulheres com parentes de primeiro grau com endometriose têm risco aumentado de desenvolver a doença.

Tipos de endometriose

A doença pode se manifestar de formas diferentes.

  • Endometriose superficial

Lesões pequenas no peritônio.

  • Endometriose ovariana

Forma cistos chamados endometriomas.

  • Endometriose profunda infiltrativa

Forma mais grave, podendo atingir intestino, bexiga e nervos pélvicos. Esse tipo costuma estar associado a dor intensa e maior impacto funcional.

Diagnóstico da endometriose

diagnóstico busca da endometriose

Historicamente, o diagnóstico era tardio, podendo levar até 7 a 10 anos para ser confirmado. Hoje, a medicina evoluiu e permite investigação mais precoce.

Estudo global sobre impacto da endometriose (2013)

Publicado na revista Human Reproduction e conduzido por pesquisadores ligados à World Endometriosis Research Foundation, o estudo avaliou mais de 1.400 mulheres em 10 países.

Principais achados:

  • O tempo médio para diagnóstico foi de 6 a 7 anos
  • A doença impacta significativamente produtividade, renda e relações sociais
  • Mulheres com endometriose perdem em média 10 horas semanais de trabalho entre faltas e baixa produtividade
  • A dor crônica foi apontada como o fator de maior impacto na qualidade de vida

Outro estudo muito relevante (foco em fisiopatologia)

Revisão publicada na The Lancet (2018):

Contribuições importantes:

  • Reforçou o papel da inflamação crônica e da imunidade alterada
  • Destacou a endometriose como condição multifatorial (genética + hormonal + imunológica)
  • Defendeu abordagem multidisciplinar no tratamento

Avaliação clínica

O primeiro passo é a escuta detalhada dos sintomas, padrão de dor e histórico menstrual.

Exames de imagem

Os principais exames são:

  • ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal
  • ressonância magnética pélvica
  • exames laboratoriais complementares

Esses métodos conseguem identificar lesões profundas e orientar o tratamento.

Laparoscopia diagnóstica

É o padrão ouro para confirmação e tratamento simultâneo da doença. Permite:

  • visualizar as lesões
  • remover focos de endometriose
  • liberar aderências
  • restaurar anatomia pélvica

Tratamentos para endometriose

O tratamento depende de:

  • intensidade dos sintomas
  • idade da paciente
  • desejo reprodutivo
  • extensão da doença
  • impacto na qualidade de vida

Tratamento medicamentoso

Visa reduzir estímulo hormonal e inflamação. Pode incluir:

  • anticoncepcionais hormonais contínuos
  • progestagênios
  • DIU hormonal
  • análogos de GnRH
  • anti-inflamatórios

Essas terapias controlam sintomas, mas não eliminam a doença definitivamente.

Tratamento cirúrgico

Indicado quando:

  • há dor intensa refratária
  • comprometimento intestinal ou urinário
  • infertilidade associada
  • grandes endometriomas
  • suspeita de endometriose profunda

A cirurgia laparoscópica permite remover lesões com menor trauma e recuperação mais rápida.

Tratamentos modernos e terapias mais recentes

O manejo da endometriose tem evoluído significativamente, incorporando abordagens mais individualizadas:

  • Antagonistas de GnRH (ex: elagolix): bloqueiam a produção hormonal com perfil mais controlável
  • terapias hormonais personalizadas
  • uso otimizado de dispositivos intrauterinos hormonais
  • avanços em técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro (FIV)
  • cirurgia minimamente invasiva com técnicas mais precisas de excisão de lesões profundas

Essas estratégias visam não apenas controle da dor, mas preservação da fertilidade e qualidade de vida.

Abordagem multidisciplinar no manejo da doença

A endometriose exige um cuidado integrado, envolvendo diferentes especialidades:

  • ginecologista especializado
  • nutricionista
  • fisioterapeuta pélvico
  • psicólogo ou psiquiatra
  • especialista em dor crônica

Essa abordagem permite tratar não apenas a doença, mas seus impactos sistêmicos e funcionais.

Fisioterapia pélvica no tratamento da dor e função

A fisioterapia pélvica tem papel fundamental no manejo da dor crônica associada à endometriose:

  • relaxamento da musculatura do assoalho pélvico
  • redução de pontos de tensão muscular
  • melhora da função sexual
  • auxílio na reeducação miccional e intestinal
  • suporte no pós-operatório

A dor pélvica crônica frequentemente envolve componente muscular, o que torna essa abordagem essencial.

Estratégias nutricionais detalhadas (dieta anti-inflamatória)

A alimentação pode atuar como moduladora da inflamação sistêmica:

Alimentos recomendados:

  • ricos em ômega-3 (peixes, sementes)
  • vegetais verdes escuros
  • frutas antioxidantes 
  • cúrcuma e gengibre
  • alimentos integrais

Alimentos a serem reduzidos:

  • açúcar refinado
  • ultraprocessados
  • gorduras trans
  • excesso de cafeína e álcool

O acompanhamento nutricional individualizado pode potencializar o controle dos sintomas.

Impactos aprofundados na saúde mental

A endometriose está associada a repercussões significativas na saúde mental:

  • maior prevalência de ansiedade e depressão
  • impacto na autoestima e imagem corporal
  • prejuízo na vida sexual
  • estresse crônico associado à dor persistente
  • possível sensibilização central da dor

O suporte psicológico é parte essencial do tratamento integral.

Diagnósticos diferenciais

Diversas condições podem apresentar sintomas semelhantes à endometriose, exigindo avaliação criteriosa:

  • adenomiose
  • síndrome do intestino irritável
  • doença inflamatória pélvica
  • cistite intersticial
  • miomas uterinos
  • disfunções do assoalho pélvico

O diagnóstico correto evita tratamentos inadequados e atraso terapêutico.

Prognóstico e evolução da doença

A endometriose é uma condição crônica, porém controlável:

  • evolução variável entre pacientes
  • possibilidade de estabilização com tratamento adequado
  • sintomas podem regredir com terapia hormonal
  • impacto na fertilidade depende do estágio e manejo
  • recidiva pode ocorrer após suspensão do tratamento

O acompanhamento contínuo é fundamental para controle a longo prazo.

Sinais de alerta (red flags clínicas)

Alguns sintomas indicam necessidade de investigação imediata:

  • dor pélvica incapacitante e progressiva
  • dor intensa durante relações sexuais
  • sintomas intestinais ou urinários cíclicos
  • infertilidade sem causa aparente
  • ausência de resposta a tratamentos convencionais

Esses sinais podem indicar formas mais avançadas da doença.

Jornada da paciente até o diagnóstico (atrasos e dificuldades)

A endometriose é marcada por atraso no diagnóstico significativo, frequentemente superior a anos. Entre os principais fatores:

  • normalização cultural da dor menstrual
  • baixa suspeição clínica inicial
  • múltiplas consultas sem diagnóstico conclusivo
  • limitação no acesso a exames especializados
  • variabilidade dos sintomas

Essa jornada prolongada impacta diretamente a qualidade de vida, reforçando a importância da conscientização e do diagnóstico precoce.

O que os estudos científicos dizem sobre a relação endometriose x fertilidade?

Um dos trabalhos mais citados na literatura é a meta-análise publicada no BJOG – An International Journal of Obstetrics and Gynaecology:

Harb HM et al. – The effect of endometriosis on in vitro fertilisation outcome: a systematic review and meta-analysis. BJOG, 2013.

Principais achados do estudo

  • A endometriose está presente em cerca de 25% a 40% das mulheres inférteis.
  • Em casos avançados da doença (estágios III/IV):
    • houve redução da taxa de implantação embrionária
    • queda nas taxas de gravidez clínica
    • pior desempenho geral em ciclos de fertilização in vitro (FIV)
  • Mesmo nos estágios leves, a taxa de fertilização já se mostrou discretamente reduzida.

Isso demonstra que a doença pode interferir tanto na qualidade dos óvulos quanto no ambiente uterino e na implantação embrionária, reforçando o impacto direto da endometriose na fertilidade.

Endometriose e qualidade de vida

tratamento endometriose

A doença pode afetar diversos aspectos da vida da mulher:

  • produtividade profissional
  • relacionamentos
  • vida sexual
  • saúde emocional
  • autoestima
  • planejamento reprodutivo

Estudos mostram que mulheres com endometriose têm maior prevalência de ansiedade e depressão, reforçando a importância do cuidado integral.

Curiosidade científica relevante

A endometriose é considerada uma das doenças ginecológicas com maior atraso no diagnóstico no mundo.

Pesquisas internacionais indicam que o tempo médio entre início dos sintomas e diagnóstico pode ultrapassar 8 anos, o que reforça a necessidade de maior conscientização e investigação precoce.

Esse atraso ocorre porque muitas mulheres ainda acreditam que cólicas intensas são “normais”, quando na verdade podem indicar doença inflamatória pélvica.

Mudanças no estilo de vida que ajudam no controle da endometriose

Embora não substituam o tratamento médico, algumas medidas podem auxiliar no controle inflamatório. Hábitos recomendados:

  • alimentação anti-inflamatória
  • prática regular de exercícios
  • controle do estresse
  • sono adequado
  • redução de ultraprocessados
  • acompanhamento nutricional

Essas estratégias contribuem para reduzir a inflamação sistêmica.

Quando procurar avaliação ginecológica

Procure avaliação se houver:

  • cólicas incapacitantes
  • dor pélvica persistente
  • dor na relação sexual
  • alterações intestinais no período menstrual
  • infertilidade sem causa aparente

A investigação precoce evita progressão da doença e preserva fertilidade.

O papel do acompanhamento especializado

A endometriose exige abordagem individualizada, pois cada paciente apresenta manifestações diferentes. O acompanhamento especializado permite:

  • diagnóstico precoce
  • controle da dor
  • preservação da fertilidade
  • planejamento reprodutivo
  • melhora da qualidade de vida
  • redução da progressão da doença

O tratamento adequado pode transformar completamente a experiência da paciente com a doença.

Avaliação ginecológica especializada: o papel da Dra. Dra Melina Vaz Sarmento no seu cuidado

A endometriose é uma condição ginecológica complexa, inflamatória e frequentemente subdiagnosticada, mas que possui tratamentos eficazes quando identificada precocemente.

 O conhecimento sobre os sintomas, o diagnóstico correto e o acompanhamento médico especializado como a experiência da Dra Melina fornecem, são fundamentais para reduzir a dor, preservar a fertilidade e garantir qualidade de vida.

Com avaliação adequada, tratamento individualizado e acompanhamento contínuo, é possível conviver com a doença de forma controlada e segura.

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