
A infertilidade é uma condição multifatorial que exige uma abordagem ampla, individualizada e baseada em evidências. Embora muitas causas clássicas sejam amplamente conhecidas, avanços recentes na medicina reprodutiva ampliaram a compreensão sobre fatores genéticos, imunológicos, metabólicos e comportamentais que impactam diretamente a fertilidade.
Muitos casais acreditam que engravidar é um processo imediato, mas biologicamente não é assim. Mesmo em casais saudáveis, a chance mensal de gravidez gira em torno de 20% a 25%.
Considera-se necessário investigar:
- Após 12 meses de tentativas sem sucesso (mulheres até 35 anos)
- Após 6 meses (mulheres acima de 35 anos)
- Imediatamente, se houver:
- ciclos menstruais irregulares
- histórico de endometriose
- cirurgias pélvicas
- doenças hormonais
- infecções ginecológicas prévias
- ciclos menstruais irregulares
A avaliação precoce evita perda de tempo reprodutivo e aumenta significativamente as chances de sucesso.
Porque escolher a Dra. Melina Vaz Sarmento como a sua médica especialista em fertilidade?

A investigação adequada, o tratamento individualizado e o acompanhamento médico especializado são determinantes para transformar o desejo de gestar em realidade.
A Dra Melina Vaz Sarmento tem sido referência em Capão da Canoa e região, é médica formada em 2009 com especialização em ginecologista e obstetra em 2013. Seu foco atual está se voltando para a fertilidade e ajudar pacientes a engravidar sem fertilização, e a Dra Melina, permite transformar essa fase em um período de saúde ativa e equilíbrio hormonal.
Seu grande diferencial vai além do currículo: é a forma de enxergar a mulher como um todo. Com especializações em Sexologia Clínica, Fertilidade e Terapia de Reposição Hormonal na Menopausa, atua com uma abordagem integrativa e funcional — personalizada, estratégica e baseada em evidências, a Dra. Melina une uma experiência sólida com uma visão moderna do cuidado feminino.
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Ao unir experiência, formação especializada e visão contemporânea da saúde feminina, oferece um atendimento que vai além da consulta: promove acolhimento, orientação segura e estratégias personalizadas para que cada mulher viva sua melhor fase com equilíbrio e confiança.
Diferença entre infertilidade e dificuldade para engravidar

Embora pareçam sinônimos, existem diferenças importantes.
Dificuldade para engravidar
Refere-se a um tempo prolongado para conseguir uma gestação, mesmo sem diagnóstico definido. Pode envolver fatores leves ou transitórios.
Infertilidade
É definida como incapacidade de engravidar após o período de tentativas adequado, podendo ter causas identificáveis femininas, masculinas ou combinadas.
A distinção é essencial para definir a abordagem terapêutica correta.
Principais causas femininas de infertilidade

A infertilidade feminina pode estar relacionada a diversos fatores, isolados ou associados.
Alterações ovulatórias
Entre as causas mais comuns:
- Síndrome dos ovários policísticos (SOP)
- disfunções hormonais
- alterações da tireoide
- hiperprolactinemia
- menopausa precoce
A ovulação irregular reduz a previsibilidade do ciclo e dificulta o encontro entre óvulo e espermatozoide.
Endometriose
A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina. Pode provocar:
- inflamação pélvica crônica
- aderências
- obstrução tubária
- alteração da qualidade dos óvulos
Nem sempre apresenta sintomas intensos, o que reforça a importância da investigação.
Alterações nas trompas
As trompas são fundamentais para a fertilização. Podem ser prejudicadas por:
- infecções pélvicas
- cirurgias abdominais
- gravidez ectópica prévia
- endometriose
Quando há obstrução tubária bilateral, a fertilização natural torna-se inviável.
Fatores uterinos
Alterações na cavidade uterina podem dificultar a implantação do embrião. Entre elas:
- miomas submucosos
- pólipos endometriais
- malformações uterinas
- sinéquias uterinas
O diagnóstico é feito por exames de imagem e histeroscopia.
Infertilidade primária e secundária: diferenças que impactam a conduta

A infertilidade pode ser classificada em dois tipos principais:
- Infertilidade primária: quando o casal nunca conseguiu uma gestação
- Infertilidade secundária: quando há dificuldade em engravidar após uma gestação prévia, independentemente do desfecho
Essa distinção é fundamental, pois a infertilidade secundária frequentemente está associada a fatores adquiridos, como alterações uterinas, infecções pélvicas, aderências ou mudanças hormonais ao longo do tempo.
Além disso, o prognóstico tende a ser mais favorável em casos secundários, especialmente quando já houve gestação espontânea anterior.
Fatores genéticos e cromossômicos na infertilidade
Alterações genéticas desempenham papel importante em casos específicos, especialmente quando há:
- falhas repetidas em tratamentos como fertilização in vitro
- abortos de repetição
- baixa reserva ovariana precoce
Entre as principais alterações estão:
- Translocações cromossômicas (balanceadas ou não)
- Mosaicismo da síndrome de Turner
- Alterações na integridade do DNA espermático (fragmentação)
A investigação pode incluir cariótipo do casal e testes de fragmentação do DNA espermático, principalmente em casos de infertilidade inexplicada ou falhas terapêuticas.
Infertilidade sem causa aparente (ISCA)
A infertilidade sem causa aparente ocorre quando todos os exames tradicionais apresentam resultados normais, mas a gestação não acontece. Estima-se que represente 15% a 30% dos casos.
Possíveis mecanismos incluem:
- falhas na implantação embrionária
- alterações na receptividade endometrial
- fatores imunológicos sutis
- qualidade reduzida de óvulos ou espermatozoides não detectável em exames convencionais
A abordagem clínica nesses casos pode envolver:
- acompanhamento expectante em casos selecionados
- indução de ovulação
- inseminação intrauterina
- fertilização in vitro, dependendo da idade e tempo de tentativa
Fatores imunológicos e inflamatórios
A fertilidade depende de um equilíbrio imunológico adequado, especialmente no ambiente uterino.
Alterações podem incluir:
- inflamação crônica endometrial
- alteração na receptividade uterina
- atividade aumentada de células natural killer (NK)
- presença de autoanticorpos, como na síndrome antifosfolípide
Esses fatores podem interferir na implantação embrionária e aumentar o risco de falhas de tratamento e abortos precoces.
A investigação é individualizada e geralmente indicada em casos de repetição de falhas reprodutivas.
Impacto da saúde metabólica na fertilidade
A saúde metabólica exerce influência direta na função reprodutiva. Condições associadas incluem:
- resistência à insulina (frequente na síndrome dos ovários policísticos)
- obesidade
- síndrome metabólica
- inflamação sistêmica
Esses fatores podem comprometer:
- a ovulação
- a qualidade dos óvulos
- o ambiente hormonal
- a receptividade endometrial
A abordagem inclui mudanças no estilo de vida, controle metabólico e, em alguns casos, uso de medicações específicas.
Preservação da fertilidade: planejamento reprodutivo moderno

O adiamento da maternidade tornou a preservação da fertilidade uma estratégia cada vez mais relevante.
O congelamento de óvulos é indicado especialmente em:
- mulheres entre 30 e 35 anos que desejam postergar a gestação
- pacientes com endometriose
- baixa reserva ovariana
- planejamento de carreira
- antes de tratamentos que possam comprometer a fertilidade
Essa estratégia permite maior autonomia reprodutiva e melhores taxas de sucesso quando realizada em idade mais jovem.
Principais causas masculinas de infertilidade

Cerca de 40% dos casos envolvem fator masculino. Entre as causas mais frequentes:
- baixa contagem de espermatozoides
- baixa motilidade espermática
- alterações morfológicas
- varicocele
- infecções testiculares
- uso de anabolizantes
Por isso, a investigação deve sempre incluir o parceiro. Além do espermograma, a investigação pode incluir:
- fragmentação do DNA espermático
- dosagens hormonais (testosterona, FSH, LH)
- ultrassonografia testicular
Esses exames são indicados principalmente em casos de infertilidade persistente ou alterações no espermograma.
Exames essenciais na investigação da infertilidade
Uma avaliação completa envolve exames femininos e masculinos.
Exames laboratoriais
- FSH e LH
- estradiol
- progesterona
- TSH e T4 livre
- prolactina
- hormônio antimülleriano (reserva ovariana)
Exames de imagem
- ultrassonografia transvaginal
- ultrassom com contagem de folículos antrais
- histerossalpingografia
- histeroscopia
- ressonância magnética da pelve com contraste e preparo intestinal
Esses exames avaliam útero, ovários e trompas.
Avaliação masculina
O exame principal é o espermograma, que analisa:
- concentração espermática
- mobilidade
- morfologia
- volume seminal
Ele é simples, mas fundamental para direcionar o tratamento.
Cronograma prático da investigação da infertilidade
A investigação deve seguir uma sequência lógica:
1. Consulta inicial
- história clínica detalhada
- avaliação do ciclo menstrual
- histórico reprodutivo e sexual
2. Exames básicos
- hormonais
- ultrassonografia transvaginal
- espermograma
3. Exames avançados (quando necessário)
- histerossalpingografia
- histeroscopia
- testes genéticos
- avaliação imunológica
4. Tempo médio de diagnóstico
- geralmente entre 1 a 3 meses, dependendo da complexidade
Taxas de sucesso por tratamento
As taxas variam conforme idade, causa e técnica utilizada:
- Indução de ovulação: alta eficácia em distúrbios ovulatórios
- Inseminação intrauterina (IIU): cerca de 10–20% por ciclo
- Fertilização in vitro (FIV): pode ultrapassar 40% em mulheres jovens
A escolha do tratamento deve considerar prognóstico individual e tempo reprodutivo disponível.
Sinais de alerta (red flags) na infertilidade
Alguns sinais indicam necessidade de avaliação imediata:
- ausência de menstruação
- ciclos extremamente irregulares
- dor pélvica intensa
- histórico de quimioterapia
- menopausa precoce na família
- abortos recorrentes
O reconhecimento precoce desses fatores evita atrasos no diagnóstico.
Abortos de repetição: abordagem clínica
Define-se aborto de repetição como:
- duas ou mais perdas gestacionais consecutivas
As principais causas incluem:
- genéticas
- uterinas
- hormonais
- imunológicas
A investigação adequada permite intervenções específicas e aumento das chances de gestação evolutiva.
Observação: se o casal estiver de acordo, mesmo após 1 perda a investigação pode ser realizada para que se descubra a causa e não ocorra novamente.
Janela fértil e timing correto
A concepção depende do momento adequado das relações.
- A janela fértil dura cerca de 4 a 5 dias
- O pico ocorre próximo à ovulação
Estratégias incluem:
- monitoramento do ciclo
- testes de ovulação
- relações a cada 1–2 dias no período fértil
Medicamentos que impactam a fertilidade
Algumas substâncias podem interferir na capacidade reprodutiva:
- anabolizantes (reduzem produção espermática)
- quimioterapia
- alguns antidepressivos
- uso inadequado de hormônios
Importante destacar que anticoncepcionais não causam infertilidade permanente, sendo um mito comum.
Tratamentos para infertilidade e dificuldade para engravidar
O tratamento depende da causa identificada e da idade da paciente.
Mudanças no estilo de vida
Podem aumentar significativamente as chances naturais:
- controle do peso
- cessação do tabagismo
- redução do álcool
- alimentação equilibrada
- prática regular de exercícios
- controle do estresse
Fatores metabólicos influenciam diretamente a fertilidade.
Indução da ovulação
Indicada para mulheres com ovulação irregular. Utiliza medicamentos que estimulam o desenvolvimento folicular. Pode ser associada a:
- monitoramento ultrassonográfico
- programação das relações sexuais
- coito programado
É um tratamento simples e bastante eficaz em casos leves.
Inseminação intrauterina
Indicada quando há:
- fator masculino leve
- dificuldade de ovulação
- infertilidade sem causa aparente
Consiste na introdução do sêmen preparado diretamente no útero no período fértil.
Fertilização in vitro (FIV)
Indicada para:
- obstrução tubária
- idade materna avançada
- baixa reserva ovariana
- fator masculino moderado/grave
- falha de tratamentos anteriores
Na FIV:
- os óvulos são coletados
- fertilizados em laboratório
- os embriões são transferidos para o útero
É o tratamento com maior taxa de sucesso.
Idade e fertilidade feminina
A fertilidade feminina diminui progressivamente com o tempo.
- Após 30 anos: queda gradual
- Após 35 anos: queda acentuada
- Após 40 anos: redução importante da qualidade dos óvulos
Isso ocorre porque os ovários possuem número limitado de óvulos desde o nascimento.
A avaliação precoce da reserva ovariana é essencial para o planejamento reprodutivo.
Saúde mental e fertilidade
O impacto emocional da infertilidade é significativo e pode influenciar diretamente o eixo hormonal reprodutivo.
O estresse crônico pode afetar o eixo hipotálamo-hipófise-ovário, alterando:
- ovulação
- libido
- frequência das relações
Além disso, a saúde mental influencia a adesão ao tratamento e o bem-estar do casal.
Curiosidades sobre fertilidade que poucas pessoas sabem
Alguns fatores surpreendem pacientes durante a investigação.
- O período fértil dura apenas 4 a 5 dias por ciclo
- O estresse pode alterar ovulação e hormônios
- Dormir mal interfere na fertilidade
- Cafeína em excesso pode reduzir chances de gravidez
- Exercícios muito intensos podem inibir ovulação
A fertilidade envolve todo o organismo, não apenas o sistema reprodutor.
Aspectos emocionais da infertilidade
A dificuldade para engravidar pode gerar:
- ansiedade
- frustração
- culpa
- tensão conjugal
Por isso, o acompanhamento deve ser humanizado e acolhedor, respeitando o tempo e as emoções do casal. O suporte psicológico frequentemente melhora a adesão ao tratamento e qualidade de vida.
O que dizem as evidências científicas atuais?

Estudos recentes demonstram que condições como a endometriose podem reduzir a taxa de implantação embrionária, mesmo sem alterar a fertilização, evidenciando a importância do preparo endometrial adequado antes da transferência embrionária.
Além disso, dados internacionais confirmam que a idade materna continua sendo um dos principais determinantes das taxas de sucesso em tratamentos de fertilidade, reforçando a necessidade de investigação precoce.
Histeroscopia melhora os desfechos reprodutivos?
Uma meta-análise publicada em 2024 avaliou o impacto da histeroscopia no tratamento da infertilidade feminina.
O que foi observado:
- O procedimento pode melhorar o ambiente uterino
- Pode aumentar as taxas de gravidez e nascimento vivo em alguns grupos
- Especialmente útil quando há suspeita de alterações endometriais
Conclusão clínica aplicável:
A histeroscopia não é apenas diagnóstica, mas pode ter papel terapêutico relevante na infertilidade, principalmente quando existem alterações uterinas sutis.
Referência científica:
Meta-análise publicada na revista Frontiers in Endocrinology (2024).
Taxas de sucesso da fertilização in vitro e influência da idade
Relatório oficial da autoridade britânica de fertilidade mostrou que as taxas de gravidez por embrião transferido aumentaram ao longo da última década, chegando a:
- 41% em mulheres de 18 a 34 anos
- 34% entre 35 e 37 anos
- 25% entre 38 e 39 anos
- apenas 9% após 43 anos
O estudo reforça que a idade é um dos fatores mais determinantes na fertilidade feminina e que o encaminhamento precoce para avaliação ginecológica aumenta as chances de sucesso.
Referência científica:
Relatório de tendências da Human Fertilisation and Embryology Authority (2023).
Quando procurar ajuda especializada?

O ideal é buscar avaliação ginecológica se:
- o ciclo é irregular
- há dor pélvica intensa
- existem doenças hormonais
- houve aborto recorrente
- o tempo de tentativa já ultrapassou o recomendado
A orientação precoce evita atrasos e aumenta as chances de sucesso.
Prognóstico reprodutivo: o que esperar
As chances de sucesso variam conforme o perfil:
- Mulheres <35 anos: maior taxa de sucesso
- >40 anos: redução significativa da qualidade ovocitária
- Baixa reserva ovariana: resposta limitada aos tratamentos
- Endometriose: impacto variável conforme estágio
- Fator masculino: pode exigir técnicas avançadas
A avaliação individualizada permite definir a melhor estratégia e otimizar resultados.
A importância do acompanhamento com ginecologista especialista

Cada caso de infertilidade é único. O tratamento exige:
- avaliação individualizada
- interpretação correta dos exames
- escolha da melhor estratégia terapêutica
- acompanhamento contínuo
O papel do especialista é conduzir o casal com segurança, esclarecimento e ciência.
Profissionais com experiência em saúde reprodutiva conseguem identificar precocemente fatores que muitas vezes passam despercebidos, oferecendo tratamento assertivo e humanizado.
Investigação correta, tratamento assertivo: a importância do acompanhamento com ginecologista experiente
A infertilidade e a dificuldade para engravidar são condições cada vez mais frequentes, mas que contam hoje com diagnóstico preciso e diversas opções terapêuticas eficazes.
A investigação adequada, o tratamento individualizado e o acompanhamento médico especializado são determinantes para transformar o desejo de gestar em realidade.
Com orientação correta, planejamento e suporte como o acompanhamento personalizado da Dra. Melina, a maioria dos casais consegue alcançar a gravidez desejada.
Avaliação ginecológica especializada: o papel da Dra. Dra Melina Vaz Sarmento na investigação da infertilidade
Tempo é fertilidade: saiba quando agendar uma consulta com especialista em saúde reprodutiva. Planejar a gestação com segurança começa com uma consulta especializada, agende agora mesmo sua consulta.
Do diagnóstico ao tratamento: a condução médica individualizada aumenta as chances de gestação. Com especialização em Fertilidade a Dra Melina atua com uma abordagem integrativa e funcional — personalizada, estratégica e baseada em evidências, sendo assim assertiva nos tratamentos a qual desenvolve.