Dra. Melina Vaz Sarmento – Ginecologista e Obstetra em Capão Da Canoa – RS

Menopausa

A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pelo encerramento definitivo da função reprodutiva.

Apesar de fisiológica, ela envolve mudanças hormonais profundas que podem impactar o metabolismo, a saúde cardiovascular, a densidade óssea, o sono, o humor e a qualidade de vida. 

Por isso, o acompanhamento médico especializado é essencial para garantir segurança, prevenção e bem-estar nessa transição.

Porque escolher a Dra. Melina Vaz Sarmento como a sua médica ginecologista

Dra Melina Vaz Sarmento

O cuidado adequado durante o climatério e a menopausa, oferecido por profissionais experientes como a ginecologista Dra Melina Vaz Sarmento, que atende em Capão da Canoa e região, permite transformar essa fase em um período de saúde ativa e equilíbrio hormonal.

Seu grande diferencial vai além do currículo: é a forma de enxergar a mulher como um todo. Com especializações em Sexologia Clínica, Fertilidade e Terapia de Reposição Hormonal na Menopausa, atua com uma abordagem integrativa e funcional — personalizada, estratégica e baseada em evidências, a Dra. Melina une uma experiência sólida com uma visão moderna do cuidado feminino.

Atende da ginecologia geral ao pré-natal, da fertilidade ao climatério, da sexualidade à longevidade. Seu propósito? Cuidar da saúde feminina com profundidade, leveza e autonomia — porque viver bem não é detalhe, é prioridade. 

Ao unir experiência, formação especializada e visão contemporânea da saúde feminina, oferece um atendimento que vai além da consulta: promove acolhimento, orientação segura e estratégias personalizadas para que cada mulher viva sua melhor fase com equilíbrio e confiança.

O que é menopausa e quando ela ocorre?

menopausa

A menopausa é definida como a ausência de menstruação por 12 meses consecutivos, resultante da queda definitiva da produção ovariana de estrogênio e progesterona.

Idade média da menopausa

  • Geralmente ocorre entre 45 e 55 anos
  • Média brasileira: cerca de 48 a 51 anos
  • Pode ocorrer precocemente (antes dos 40 anos) — chamada de menopausa precoce

A menopausa não acontece de forma abrupta; ela é precedida por um período de transição chamado climatério.

Classificação da menopausa: tipos clínicos e implicações médicas

A menopausa não é um evento único e homogêneo. Sua classificação clínica tem impacto direto no prognóstico e na conduta terapêutica.

Menopausa natural

Ocorre espontaneamente, geralmente entre 45 e 55 anos, como resultado da falência progressiva da função ovariana.

Menopausa precoce (<40 anos)

Caracteriza-se pela interrupção da função ovariana antes dos 40 anos, estando associada a:

  • maior risco cardiovascular
  • maior perda óssea precoce
  • impacto significativo na saúde mental e fertilidade

Insuficiência ovariana prematura (IOP)

Condição distinta, marcada por falência ovariana antes dos 40 anos com possível atividade intermitente. Pode ter etiologia:

  • genética
  • autoimune
  • idiopática

Menopausa tardia (>55 anos)

Associada a maior exposição estrogênica ao longo da vida, podendo aumentar o risco de:

  • câncer de mama
  • hiperplasia endometrial

Menopausa induzida

Decorre de intervenções médicas:

  • ooforectomia bilateral
  • quimioterapia
  • radioterapia

Frequentemente apresenta sintomas mais intensos e abruptos, exigindo abordagem terapêutica precoce.

Diagnóstico diferencial: condições que simulam menopausa

fases da menopausa

O diagnóstico da menopausa é clínico, mas diversas condições podem mimetizar seus sintomas, sendo essencial excluí-las:

  • Hipotireoidismo
  • Hiperprolactinemia
  • Síndrome dos Ovários Policísticos
  • Gravidez tardia
  • Uso de anticoncepcionais ou terapias hormonais

A exclusão dessas condições evita erros diagnósticos e condutas inadequadas.

Climatério: a fase de transição hormonal

O climatério pode começar até 10 anos antes da menopausa, sendo marcado por oscilações hormonais progressivas.

Alterações comuns no climatério

  • ciclos menstruais irregulares
  • redução gradual da fertilidade
  • ondas de calor ocasionais
  • alterações do sono
  • instabilidade emocional
  • redução da lubrificação vaginal

 Esse é o momento ideal para iniciar o acompanhamento médico preventivo.

O que acontece no organismo feminino durante a menopausa?

sintomas menopausa

A menopausa não afeta apenas o sistema reprodutor. A queda do estrogênio provoca mudanças sistêmicas.

Principais impactos hormonais

Sistema cardiovascular

O estrogênio protege vasos sanguíneos e metabolismo lipídico. Após a menopausa:

  • aumenta o colesterol LDL
  • reduz o HDL
  • eleva o risco cardiovascular

Isso explica por que o risco de infarto feminino cresce após os 50 anos.

Sistema ósseo

O estrogênio é essencial para manutenção da massa óssea. Após a menopausa:

  • ocorre perda óssea acelerada
  • aumenta risco de osteopenia
  • cresce a incidência de osteoporose
  • eleva risco de fraturas

A perda óssea pode atingir até 20% nos primeiros 5 anos pós-menopausa.

Sistema nervoso e emocional

O estrogênio atua em neurotransmissores como serotonina e dopamina. Sua queda pode causar:

  • ansiedade
  • irritabilidade
  • queda de concentração
  • lapsos de memória
  • sintomas depressivos
  • insônia

Essas alterações não são “psicológicas” apenas — têm base neuroendócrina.

Sintomas mais comuns da menopausa

Nem todas as mulheres apresentam sintomas intensos, mas cerca de 75% relatam algum desconforto.

Sintomas vasomotores

  • ondas de calor
  • sudorese noturna
  • palpitações
  • sensação de calor súbito

São causados por instabilidade do centro termorregulador cerebral.

Sintomas geniturinários

A queda do estrogênio afeta mucosas vaginais e urinárias. Pode ocorrer:

  • ressecamento vaginal
  • dor nas relações
  • infecções urinárias recorrentes
  • urgência miccional
  • redução da libido

Esse conjunto é chamado de síndrome geniturinária da menopausa.

Sintomas metabólicos

  • aumento de gordura abdominal
  • redução da massa muscular
  • resistência insulínica
  • ganho de peso
  • maior risco de diabetes tipo 2

Essas alterações reforçam a importância do acompanhamento médico.

Diagnóstico da menopausa

ciclo da menopausa

O diagnóstico é principalmente clínico, baseado em:

  • ausência de menstruação por 12 meses
  • idade compatível
  • sintomas típicos

Exames hormonais podem ser solicitados quando há dúvida diagnóstica.

Exames úteis

  • FSH elevado
  • estradiol reduzido
  • avaliação da tireoide
  • densitometria óssea
  • perfil lipídico
  • glicemia

A avaliação completa permite personalizar o tratamento.

Exames complementares na avaliação da menopausa

Além dos exames hormonais, a avaliação deve incluir:

  • vitamina D
  • função hepática
  • função renal
  • ferritina
  • marcadores inflamatórios

Terapia hormonal na menopausa: quando é indicada?

A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para sintomas moderados a intensos.

Benefícios comprovados

  • redução das ondas de calor
  • melhora do sono
  • melhora da lubrificação vaginal
  • proteção óssea
  • melhora da qualidade de vida
    possível proteção cardiovascular precoce
  • diminui risco cardíaco, diminui risco de alzheimer, diminui risco de depressão, diminui risco de avc e trombose

A terapia deve ser individualizada e prescrita após avaliação médica.

Quem pode usar terapia hormonal?

Indicada para mulheres:

  • com sintomas vasomotores intensos
  • menopausa precoce
  • risco de osteoporose
  • impacto importante na qualidade de vida
  • todas as mulheres que passarem por avaliação criteriosa e for descartado alguma contraindicação ao uso dos hormônios da reposição

Quem deve evitar?

Contraindicações incluem:

  • histórico de câncer hormônio-dependente
  • trombose prévia
  • doença hepática ativa
  • sangramento uterino sem diagnóstico

A avaliação médica é indispensável para a segurança.

Terapia hormonal na menopausa: tipos e individualização

A terapia hormonal (TH) permanece como o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores e geniturinários.

Modalidades terapêuticas

  • Terapia combinada (estrogênio + progesterona)

Indicada para mulheres com ou sem útero, prevenindo hiperplasia endometrial.

Vias de administração

  • Oral: prática, porém com maior impacto hepático
  • Transdérmica (adesivos, gel): menor risco trombótico
  • Vaginal: ação local para sintomas geniturinários
  • Via implante subdérmico: absorvíveis duração de 6 meses ou inabsorvíveis duração de 1 ano

Bioidênticos vs sintéticos

  • Bioidênticos: estrutura molecular semelhante ao hormônio humano
  • Sintéticos: modificados farmacologicamente

Individualização da dose

A terapia deve considerar:

  • idade
  • tempo de menopausa
  • comorbidades
  • intensidade dos sintomas

Riscos da terapia hormonal: visão baseada em evidências

Embora segura quando bem indicada, a terapia hormonal apresenta riscos que devem ser discutidos:

Cada vez mais, estudos mais atuais estão desmistificando os riscos de uso de TRH desde que o mais importante seja feito ao avaliar corretamente a paciente antes de iniciar o uso das medicações.

O conceito de “janela de oportunidade” é fundamental: iniciar precocemente pode reduzir riscos e maximizar benefícios.

Tratamentos não hormonais

Nem todas as mulheres desejam ou podem usar hormônios.

Alternativas terapêuticas

  • moduladores seletivos hormonais
  • antidepressivos em baixa dose
  • fitoterápicos com evidência científica
  • lubrificantes vaginais hormonais ou não hormonais
  • fisioterapia pélvica
  • terapia cognitivo-comportamental
  • Tratamentos com energias na região perineal para diminuir ressecamento/ atrofia causada pelo déficit hormonal prolongado (laser, Fraxx por exemplo)

A escolha depende da intensidade dos sintomas e perfil da paciente.

Estilo de vida e menopausa

Mudanças comportamentais têm impacto direto na saúde pós-menopausa. Essas medidas reduzem o risco cardiovascular, metabólico e ósseo.

Medidas recomendadas

  • alimentação rica em cálcio e vitamina D
  • exercícios de força para proteção óssea
  • atividade aeróbica regular
  • controle do peso
  • cessação do tabagismo
  • moderação do álcool
  • sono regulado

Estratégias comportamentais baseadas em evidência

Mudanças no estilo de vida são fundamentais:

Exercícios

  • musculação (essencial para massa muscular e óssea)
  • treino de impacto (proteção óssea)

Outras estratégias

  • higiene do sono estruturada
  • manejo do estresse (mindfulness, psicoterapia)

Sintomas menos reconhecidos da menopausa

Além dos clássicos, são comuns:

  • pele seca e envelhecimento cutâneo
  • queda de cabelo
  • dor articular
  • fadiga persistente
  • alteração da composição corporal

Microbiota vaginal e menopausa

A redução do estrogênio impacta diretamente a saúde íntima e qualidade de vida, levando a:

  • diminuição de lactobacilos
  • aumento do pH vaginal
  • maior risco de infecções

Rastreamentos obrigatórios na menopausa

A fase exige vigilância ativa:

  • mamografia periódica
  • exame de Papanicolau
  • colonoscopia (conforme idade e risco)
  • avaliação cardiovascular regular

Ganho de peso na menopausa: mecanismos metabólicos

O aumento de peso não é apenas comportamental. Envolve:

  • redução do metabolismo basal
  • resistência à leptina
    aumento de gordura visceral

Epidemiologia e impacto na qualidade de vida

  • cerca de 75% das mulheres apresentam sintomas
  • aproximadamente 25% têm sintomas moderados a graves
  • impacto significativo na qualidade de vida, sono e produtividade

Linha do tempo da menopausa

A compreensão das fases é essencial:

  • Pré-menopausa: ciclos regulares
  • Perimenopausa: irregularidade hormonal
  • Menopausa: 12 meses sem menstruação
  • Pós-menopausa: fase após confirmação

Medicina de precisão na menopausa

A abordagem moderna baseia-se em:

Estratificação de risco

  • cardiovascular
  • oncológico
  • metabólico

Decisão compartilhada onde a paciente e a médica definem juntas a melhor estratégia. Um acompanhamento longitudinal com ajustes terapêuticos ao longo do tempo garantem segurança e eficácia.

Menopausa e sexualidade

menopausa e sexualidade

A menopausa não representa o fim da vida sexual, mas pode exigir adaptações.

Possíveis mudanças

  • redução da lubrificação
  • diminuição do desejo
  • desconforto nas relações

Tratamentos locais e hormonais costumam melhorar significativamente esses sintomas. O diálogo médico é essencial para restaurar a qualidade da vida íntima.

Saúde mental na menopausa

A transição menopausal pode coincidir com:

  • mudanças familiares
  • envelhecimento dos pais
  • redefinição profissional
  • saída dos filhos de casa

Esses fatores somados às alterações hormonais podem afetar o equilíbrio emocional. O suporte médico e psicológico ajuda a atravessar essa fase com estabilidade.

A importância do acompanhamento ginecológico na menopausa

A menopausa não é o fim do cuidado ginecológico — é uma fase em que ele se torna ainda mais importante. O acompanhamento nessa fase permite:

  • monitorar riscos cardiovasculares
  • prevenir osteoporose
  • ajustar terapia hormonal
  • acompanhar saúde metabólica
  • avaliar saúde mamária e uterina
  • tratar sintomas geniturinários
  • orientar hábitos saudáveis

Genética e medicina personalizada na menopausa

A História familiar deve sempre ser considerada para estratificação de risco. Fatores genéticos influenciam:

  • idade de início da menopausa
  • resposta à terapia hormonal
  • risco de osteoporose e doenças cardiovasculares

Cognição, envelhecimento cerebral e risco de demência

A terapia hormonal iniciada precocemente pode ter efeito neuroprotetor em alguns casos, embora ainda existam controvérsias. A queda estrogênica impacta diretamente o sistema nervoso central. Há associação com:

  • declínio cognitivo
  • maior risco de Doença de Alzheimer

Saúde cardiovascular na menopausa: uma nova perspectiva

Após a menopausa, ocorre:

  • redistribuição de gordura para padrão androide
  • aumento da inflamação sistêmica
  • piora do perfil lipídico

Avaliação recomendada

  • perfil lipídico
  • glicemia
  • proteína C reativa
  • cálculo de risco cardiovascular global

Osteoporose: diagnóstico e prevenção prática

A perda óssea é acelerada nos primeiros anos pós-menopausa.

Diagnóstico

  • Densitometria óssea (DXA)
  • T-score ≤ -2,5 confirma osteoporose

Prevenção e tratamento

  • cálcio: 1000–1200 mg/dia
  • vitamina D: 800–2000 UI/dia
  • exercício de impacto e força

Tratamento medicamentoso

  • bisfosfonatos
  • moduladores seletivos do receptor de estrogênio

O olhar moderno sobre a menopausa

Hoje, a menopausa é vista como uma fase de transição para um envelhecimento saudável, não como doença. Com acompanhamento médico adequado, é possível:

  • manter qualidade de vida
  • preservar autonomia
  • proteger saúde óssea e cardiovascular
  • manter sexualidade ativa
  • garantir bem-estar emocional

A medicina atual permite atravessar essa fase com segurança e vitalidade.

Um dos estudos mais importantes já realizados sobre saúde feminina, o Women’s Health Initiative, revelou um achado que mudou a forma como a menopausa é tratada até hoje:

Mulheres que iniciam a terapia hormonal até 10 anos após a menopausa apresentam melhor proteção cardiovascular e óssea do que aquelas que iniciam o tratamento tardiamente.

Esse conceito ficou conhecido como “janela de oportunidade terapêutica”.

O que isso significa na prática clínica:
O momento em que a terapia é iniciada pode ser tão importante quanto o tratamento em si. Iniciar precocemente, quando indicado, pode trazer benefícios relevantes para saúde do coração, ossos e qualidade de vida.

Menopausa não é fim — é recomeço

A menopausa representa uma nova fase de autoconhecimento, saúde e cuidado com o próprio corpo.

Com orientação médica adequada, é possível atravessar essa etapa com segurança, conforto e bem-estar, preservando a saúde física, emocional e sexual.

O acompanhamento especializado permite transformar a menopausa de um período de sofrimento em uma fase de equilíbrio e qualidade de vida.

Quando procurar uma especialista em menopausa

Muitas mulheres procuram ajuda médica apenas quando os sintomas se tornam muito intensos. No entanto, o ideal é que o acompanhamento comece ainda na fase de transição hormonal.

Algumas situações indicam que é importante procurar uma especialista:

  • ondas de calor frequentes
  • alterações importantes de humor
  • dificuldade para dormir
  • ressecamento vaginal
  • diminuição da libido
  • infecções urinárias recorrentes
  • sintomas urinários ou incontinência

Além disso, o acompanhamento ginecológico também é essencial para avaliar:

  • saúde óssea
  • saúde cardiovascular
  • metabolismo hormonal
  • prevenção de doenças ginecológicas

Avaliação ginecológica especializada: o papel da Dra. Dra Melina Vaz Sarmento no seu cuidado

A menopausa é uma etapa natural, mas complexa, da vida feminina. As alterações hormonais impactam diversos sistemas do organismo, tornando fundamental o acompanhamento médico especializado para prevenção, diagnóstico e tratamento adequado dos sintomas e riscos associados.

Com avaliação individualizada, orientação adequada e terapias personalizadas, a Dra. Melina demonstra que é possível viver a menopausa com saúde, equilíbrio e qualidade de vida, transformando essa fase em um período de autocuidado, maturidade e bem-estar. 

Agende sua avaliação

Se você está passando por mudanças no seu corpo ou quer se preparar para essa fase com segurança, o acompanhamento especializado faz toda a diferença.

Agende sua consulta com a Dra. Melina Vaz Sarmento e tenha um plano de cuidado personalizado para viver a menopausa com saúde, equilíbrio e qualidade de vida.

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